
"Que venha o bobo!", diz o rei.
Rufam-se os tambores.
(Onomatopéia apropriada)
Um guarda anuncia a chegada.
"Faça-me rir!", ordena o soberano.
"Com prazer, majestade."
O bobo então tropeça
de propósito, e cai.
"Pare, pare! Isso não tem graça!"
(É que o tédio tem pressa)
"O que quer que eu faça,
então?"
"Não sei, o bobo é você.
Faça-me rir!"
(O tédio, como os reis, é imperativo)
"Majestade, com prazer.
Estou aqui para servir."
O bobo, então,
usa todo seu repertório
de comédia pastelão.
(Coitado, é só o que ele sabe fazer)
- E, acredite, não é pouco.
"Não, não, não, não!
A noite continua longa...
Ah, eu não preciso de bobo nenhum!
Longas as noites sempre serão..."
(A realeza está sempre certa)
"Guarda, leve-o p'ra masmorra."
Este carrega o confuso
bobo para fora do aposento
cada vez mais real.
E o rei fica sozinho
na noite sem fim.
Olá Max...
ResponderExcluirGostei muito do diálogo
do Rei com o bobo...
Parabéns!!!
Abçs!